terça-feira, 16 de novembro de 2010

Análise do Desfile de Ronaldo Fraga sob os aspectos da Teoria Kantiana da Beleza


Juízo de conhecimento

Ronaldo Fraga se apropria do conhecimento da vida de sua costureira, Dona Nilza, para desenvolver sua coleção, "Descosturando Nilza". Além do conhecimento sobre ela, vai além, até as costureiras de família que hoje são quase extintas e quais foram as primeiras estilistas do Brasil. Ronaldo a conhece muito bem, pois estiveram juntos há mais de 15 anos, na época em que apresentou a coleção, hoje sendo mais de 20 anos, dos quais participou de suas coleções, colocando suas digitais em estréias e estando presente em todas as suas peças de todas as coleções. Ele adquire assim uma validez geral, baseada nas propriedades encontradas em Nilza e nas costureiras brasileiras.


Juízo de Gosto
O juízo de gosto deve-se a contemplação pessoal diante da coleção. Logo nao pode-se exigir que seja agradável ou não aos contempladores.
Os julgamentos são de sensações pessoais de cada espectador do desfile. Desfile esse que além do conhecimento, torna-se de gosto para Ronaldo, por se tratar de uma homenagem afetiva. O que não é exigido aos espectadores.






Juízo Estético

Quando um espectador disser "esse desfile foi bom" estará dizendo que sentiu uma sensação agradavel ao contemplar a história e as peças da coleção, assim como o espetáculo em geral do desfile, música, ambiente, decoração..., estará se baseando em sua própria sensação subjetiva.

Teoria Hegeliana da Beleza

"- A beleza como satisfação da idéia
"a beleza se define como a manifestação sensível da idéia"
- Beleza e verdade
Hegel critica a visão Kantiana da beleza como algo de natureza não-conceitual.
- A idéia e o ideal
A idéia ou o espirito absoluto, "comunica à natureza toda a plenitude de seu ser". Enquanto considerada em si mesma, é a verdade. Considerada enquanto representada e exterionizada no concreto, isto é, sob seu aspecto estético, é a Beleza, ou Ideal, como prefere Hengel.
- As tres etapas para o Absoluto.
À arte, cabe a espiritualidade do sensível. À religião compete a captação interior daquilo que a arte faz contemplar. À filosofia o papel de síntese entre as duas.
" A arte e a religião são unidas na filosofia."
O mundo é dilacerado entre dois extremos: de um lado, as coisas, de outro a idéia absoluta.
No seu anceio de captação do mundo o homem sente a oposição entre a natureza espiritual e a realidade bruta que o cerca. É aí que ele se vale da arte, da religião e da filosofia como veículos de espiritualização do mundo."

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Análise dos objetos de design segundo as visões platônicas e aristotélicas

Este vestido seria considerado belo para Aristóteles, pois existe e pode ser contemplado, possui grandeza, harmonia e proporção em suas formas. Sua beleza pode ser explicada ao colocá-lo diante de outros vestidos feios e esse se destacaria por ser belo. Mas não seria considerado belo para Platão, porque ele não possui bondade.


Este vestido de noiva seria considerado belo para Platão, possui bondade e desperta o sentimento de amor e felicidade nas pessoas, e principalmente em quem o usa. É belo e real. Já para Aristóteles não seria considerado belo pois suas formas são assimétricas.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Teoria kantiniana da beleza

“- juízo de conhecimento e juízo de gosto.
Kant não tenta solucionar os problemas estéticos como os da beleza e da arte, demonstrou que os quais eram insolúveis, pois existia uma diferença radical entre o juízo de gosto e o juízo de conhecimento.
O juízo de conhecimento é baseado nas propriedades do objeto, já o juízo de gosto não emite conceito, decorre de uma razão pessoal do contemplador diante do objeto e não nas propriedades deste.
- juízo estético (de gosto) e o juízo sobre o agradável.
Para Kant o juízo do agradável é simplesmente uma sensação agradável, baseada na pura sensação subjetiva.
- Primeiro paradoxo Kantiano da beleza.
O juízo estético é ambíguo, se parece com o juízo sobre o agradável porque se baseia na sensação de prazer, mas difere deste, pois não se conforma que seja belo apenas para u8m sujeito próprio, quer que todos gostem também.
-Segundo paradoxo Kantiano da beleza
Quando um sujeito emite um juízo estético não exprime um conceito decorrente das propriedades do objeto e sim uma sensação de prazer ou desprazer, no entanto o sujeito exige sempre o assentimento geral possível, a validez universal.
-Terceiro paradoxo da Beleza
O prazer não pode ser interessado, deve ser gratuito é um sentimento puramente contemplativo não é turvado por nenhum desejo.
- Quarto paradoxo da beleza
No quarto paradoxo destingue-se o fim e a finalidade. “temos o fim ligado ao objeto e à sua destinação útil; e a finalidade, ligada ao sujeito e à sensação de prazer harmonioso que ele experimenta.” “O fim é ligado a propriedades do objeto, e o juízo estético é puramente subjetivo. Nenhum prazer ligado ao fim pode ser estético, pois ele é desinteressado. O juízo estético não tem outro fundamento senão a fora da finalidade de um objeto.
- Beleza livre e beleza aderente.
“Em arte é muito mais importante o trabalho de criação do que qualquer teoria.”
A beleza das artes figurativas é aderente (porque ela se adere ao conceito que fazemos das coisas representadas); livre a beleza que liga às artes abstratas que representam formas puras. “Pelos Kantianos a beleza “Livre” é considerada a única beleza Esteticamente pura.”

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Análise de imagens e crítica estética a partir do quadro de valores estéticos clássicos





Imagem 1

Este é uma obra de Rodolpho Parigi.

Rodolpho Parigi é artista plástico. Tem obras nas coleções de Bernardo Paz e Adriana Varejão, Banco Itaú, Museu de Arte de Ribeirão Preto (MARP), Ricard Ackagawa e Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP). Em 2008, concorreu ao Prémio Illy Arco na Feira Arco em Madri. Parigi tem apenas 31 anos e se formou na FAAP recentemente, em 2007, mas já chamou a atenção de críticos e importantes colecionadores de arte.

Sua obra não corresponde ao padrão estético clássico, pois não possui rigor geométrico, equilíbrio, formas perfeitas e simétricas. A tela exibe grande assimetria, cores cítricas e uma visão acelerada e contemporânea de paisagens metropolitanas.

Imagem 2

A cena de Leonardo da Vinci, A ultima ceia, possui as características clássicas de estética. Sua simetria, equilíbrio, harmonia, cores naturais, realismo e rigor matemático na sua construção nos confere as características clássicas.

Segmento Áureo e Características Estéticas Clássicas

Normas\ Leis ________________ Realismo / rigor geométrico, matemático

Formas _____________________ Perfeitas / simétricas / antropomorfismo/ retângulos

Materiais ___________________ Bronze / Mármore branco / Cerâmica / Terracota

Textura ____________________ Brilho natural

Organização ________________ Movimento / Harmonia / Equilíbrio

Cores ______________________ Puras / Realistas / Vibrantes

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Teoria Aristotélica da Beleza

Aristóteles abandona o idealismo platônico da beleza, da essência pura, para ele a beleza decorre apenas de certa harmonia ou ordenação nas partes do objeto em si em relação ao todo. Sobre o Belo exigia ele, ainda, outras características como a grandeza ou a imponência e ao mesmo tempo proporção e medida nessa grandeza. A beleza deve obedecer a certas ordens e condições , o Belo consiste na grandeza e na ordem. A beleza consiste na unidade na variedade, para um objeto ser belo ele precisa se destacar dentre os outros de mesma categoria. Mas para Aristóteles a beleza também tem seu lado subjetivo, “a beleza é aquele bem que é aprazível somente porque é bem.” É belo porque existe e pode ser contemplado. Isso se dá pelas reações que ela desencadeia no espírito do contemplador. O que prova que o pensamento objetivista e realista não rejeita o psicológico e a intuição humana.

Para Aristóteles a Beleza é uma propriedade do objeto, as principais características do belo seriam a harmonia, beleza e proporção. Nem o muito pequeno, nem o muito grande.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Teoria Platônica da Beleza

O mundo das idéias.

Para Platão a beleza de um ser material qualquer depende da menor ou maior comunicação que tal ser possua com a Beleza Absoluta, que é pura, imutável e eterna no mundo supra-sensível das idéias.
A teoria platonica da beleza depende de sua visão geral do mundo. Para Platão o universo era dividido em dois mundos; O mundo da ruína que seria o mundo que vimos diantes de nossos olhos, o mundo da morte, da feiura e da decadência. E o mundo em forma, o mundo cujo o nosso recebe existência e significação, é o mundo das essências, das Idéias Puras. Cada ser do nosso mundo tem no outro um modelo. Situam-se entre os seres sensíveis e as essências superiores da Verdade, do Bem e da Beleza.
Outro ponto fundamental na teoria de Platão é que a Alma é atraída pela Beleza pois ela vem do mundo das Idéias e exilada nesse mundo sente sempre saudades do outro. A alma humana por ser eterna já contemplou o mundo das Essências Puras, a Beleza Absoluta, de natureza divina por issos sente saudade dela.
Platão aconselha seus discipulos ao caminho místico como o unico apto a elevar o homem das coisas grosseiras ao mundo das idéias. Para Platão o caminho da alma que se quer elevar é o amor. Mas somente os indivíduos mais inferiores ficam satisfeitos com a forma mais grosseira de amor, o amor físico. O homem superior descobre que a beleza que existe naquele corpo é irmã da beleza de outro corpo.
O estágio de aperfeisoamento seguinte será quele em que se considera a alma superior a beleza do corpo. Ele contemplará os costumes e a moral, sendo assim a beleza corpórea se tornará pouco digna de estima.
O nível fina de apersoamento é o da beleza absoluta, "sublime". O amor contemplativo, arrebatador é a recordação da alma. "O amante torna-se um prisioneiro voluntário do imenso oceano da beleza".
Podemos afirmar, assim, que para Platão a beleza causava envelo, prazer, arrebatamento.
"A alma é imortal. Renasceu repetidas vezes na existência
e contemplou todas as coisas, existentes tanto na Terra
como no Hades, e por isso não existe nada que ela não conheça". ("Menon")